Quando uma multinacional privatizou até a chuva. 💧
Abril de 2000: Cochabamba, Bolívia. A Bechtel assinou um contrato que controlava não apenas a água encanada, mas também a água que caía do céu. Preços explodiram. Famílias pobres dedicavam um terço da renda à água. Em menos de 100 dias, foram às ruas e expulsaram a corporação.
Mas esse é apenas o começo. As mesmas empresas estão repetindo o padrão em outros países, com menos visibilidade. A água será o recurso mais disputado do século 21.
Assista o vídeo completo:
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Abril de 2000. Cochabamba, Bolívia. Uma multinacional americana assinou um contrato que privatizou até a água da chuva. Sim, você leu certo. A Bechtel não apenas controlava a água encanada, controlava o que caía do céu. Os preços explodiram. Uma família pobre gastava um terço da renda só em água. As pessoas saíram às ruas. Bloqueios, manifestações, confrontos com a polícia. Em menos de 100 dias, a Bechtel foi expulsa da Bolívia. Mas essa não é uma história de vitória barata. É um aviso. Água é o ouro do século 21. E os mesmos atores que fracassaram em Cochabamba estão tentando de novo, em outros lugares, com contratos mais discretos. Enquanto você assiste esse vídeo, corporações globais estão mapeando aquíferos, negociando direitos hídricos e preparando o próximo movimento. A água não é problema do futuro. É a arma do presente.
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